sábado, 26 de maio de 2012

A Mentirosa do Butantã - USP




Episódio de hoje: A mentirosa do Butantã - USP




Jussara. Jussara falava para todo mundo que era secretária do Reitor da USP. Mas na verdade, era só recepcionista do prédio onde a sala dele ficava, que por sorte, as vezes ele aparecia.


Jussara falava baixo, como toda boa secretária deve ser, mas as vezes se esquecia e ria alto. Tinha um cabelo acajú e olhos brilhantes, com duas camadas de rímel. O Reitor, até hoje, não aprendera seu nome e a chamava de Dona Júlia. Mas Jussara falava para todos que era uma forma carinhosa que ele encontrara e que só ele a chamava assim.


Jussara, um dia, falou para o cobrador do ônibus que, ela, como secretária do Reitor da USP, não podia pagar ônibus, onde já se viu? A secretária? Do Reitor? O cobrador falou que ninguém tinha passado nada a respeito pra ele, e que ele devia cobra-la. Então, Jussara, indignada, falou que no dia seguinte levaria uma carta, assinada pelo Reitor, e mostraria para aquele cobradorzinho mequetrefe que duvidava dela. E todo dia era assim. Ele cobrava, ela falava que era secretária do Reitor, ele falava que não sabia nada a respeito, ela falava da carta, ele falava que tinha que cobrar, ela bufava, ele cobrava e ela pagava. Todos os dias.


Um dia Jussara sentou do lado de um homem. Meio feio, mas bem cheiroso. Deu um sorrisinho pra ele e ele falou:
- Viu, é papo esse lance da carta né?
- Que carta?
- Todo dia você fala pro cobrador que vai trazer a carta assinada pelo Reitor, mas nunca traz. É papo né?
- Não, não é papo. É que o Senhor Reitor é muito ocupado. Não quero enche-lo com uma besteira dessas.
- Ué, mas se você é secretária dele, escreve a carta e coloca no meio das coisas dele que ele assina.


E foi assim que Jussara fez. Redigiu a carta e colocou no meio da papelada da verdadeira secretária, rezou um pai nosso inteiro e dois de trás pra frente que dá sorte. O Reitor entrou por uma porta e Jussara saiu por outra, morrendo de medo. Passaram-se uns 10 dias e nada. Ninguém falou nada a respeito da carta. Pensou: aquela songa da Anita deve ter visto e nem passou pra ele.


 Uma bela tarde de primavera, toca o telefone:
- Reitoria da USP, boa tarde.
- Boa tarde Jussara, é a Anita, secretária do Reitor.
- Oi Anita, tá boa?
- To. Viu, ele quer falar com você.
- Quem? O imbecil do seu primo Vanderley? Fala pra ele que a fila andou meu bem, to em outra. Conheci um gato no ônibus, nem te contei né? Contei? O homem mais cheiroso do mundo Anita.
- Que Vanderley o que Jussara, to falando do Reitor, o Reitor quer falar com você.


E lá foi a Jussara, tremendo mais que vara verde, passou um batom, e foi:


- Boa tarde Seu Reitor, o senhor queria falar comigo?
- Boa tarde Dona Julia, olha, vi uma cartinha aqui, de uma funcionária lá da recepção, pedindo que eu assinasse um papel pra ela não pagar o ônibus. A senhora pode me fazer um favor? Fala pra essa tal de Jussara que ela, assim como todo cidadão tem direitos e deveres e deve pagar o ônibus, como todo mundo. Obrigada Dona Júlia, pode sair.
- Sim Seu Reitor, pode deixar que eu falo sim. Até logo.


E daí no dia seguinte:


- E ai Jussara, não trouxe a carta?
- Olha aqui, cobradorzinho mequetrefe, eu falei com o Senhor Reitor e ele me disse que não preciso passar por essa humilhação de você não acreditar em mim. Então ele aumentou meu salário. Toma aqui o dinheiro, fica com o troco.




[t] 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

As Passageiras



Batalhadoras, belas rústicas, divertidas, grosseiras e sensíveis. Elas são isso tudo e muito mais!



Na série “As Passageiras”, você vai conhecer o charme e o jeitinho de mulheres únicas, representadas, da Zona Morte à Zona Peste de São Paulo. A cada post uma delas entra em cena para contar uma história diferente, sempre com um tom de humor ou drama, ou os dois.

Baseado na série “As Brasileiras”, que apresentou mulheres exuberantes, As Passageiras promete divertir e emocionar com histórias de mulheres de diferentes tipos físicos, de todas as idades, com temperamentos diversos, mas com algo em comum, o Bilhete Único.

E no primeiro episódio: A Mentirosa do Butantã-USP

Acompanhem!

[C] & [t]

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Maria Juanna

É mais um cosplay do Alborghetti, com toalhinha e tudo, gritando claramente sem revolta transbordando palavrões, mas o conteúdo é interessante.
Hablando por mi...Cauê Moura do Canal Desce a Letra!




[C]


Obs: Esse é o nosso post nº 666!
MORRE DIABO!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Toma que o demônio é seu!

É tão mais fácil olhar para os outros do que para nós mesmos, né?
Um dia desses voltei pra casa sem fones de ouvido, o que geralmente é sinônimo de pertubação quando se trata de encarar transporte público.
Perto de mim se sentaram duas meninas/mulheres que começaram a falar de relacionamentos.

Farei um parênteses:
Quando a coisa tá boa raramente a gente comenta né?
O namoro tá ótimo, o casamento vai muito bem, a vida tá maravilhosa, é difícil se ver comentando, dividindo, compartilhando a satisfação e a felicidade, a coisa fica alí fechada e guardada pros dois, mas quando vem a merda.... o ser humano espalha até pra estranhos, e saem buscando onde se apoiar.
Natureza egoísta e curiosa.
Voltando às meninas, elas começaram a reclamar dos seus relacionamentos, pelo que eu ouvi a coisa era bem sem futuro mesmo, sem chance de dar certo. Satisfação zero, dedicação pior ainda, cobranças mil e falta total de afinidade. Mas, se tem sentimento mesmo, é sem chance por quê?
Porque percebi que a todo momento elas só falavam mal dos ausentes.
Ficaram um tempão falando mal dos caras e do que eles deixavam a desejar. 
Me fez pensar se elas deveriam ser tão perfeitas, porque em nenhum momento apontaram causas ou reconheceram falhas próprias, aí mano, é sem chance mesmo.
Algumas atitudes são sim justificáveis.
Problemas de carência, aceitação ou de auto-estima frágil podem destruir qualquer relação, inclusive de amizade, mas NÃO SE DESESPERE, NÃO É O FIM muita coisa pode mudar. 
Dica: atacar não é a solução, abrace o esquema Budista / sem rancor (de verdade) não apenas nas aparências e mude. Eu sou a favor da conversa, sempre, e acredito que ás vezes atitudes radicais de comportamento ajudam.
 Não acomodar, mas mudar a si para mudar ao outro. 

Têm pessoas que são submissas, dependentes e isso nem sempre é muito claro, nem pra/o parceira/o nem para a própria pessoa, e quando isso começa a aparecer, vêm os problemas.

Fugir de sí e dos seus próprios demônios não resolve nada na vida, acho que a gente tá aqui justamente pra crescer, sair do pote, evoluir. Quer motivo maior pra isso do que justamente o sentimento pelas pessoas próximas, pelos seus amigos e principalmente por você mesmo? Não aceito que pessoas são descartáveis, até o momento que queiram ser parte apenas de um passado, aí fica difícil fazer algo.

Li uma vez por aí que gente meia-boca atrai gente meia-boca. Atrai e aceita, que é o pior problema. Porque pode até atrair, mas se sair correndo da encrenca tá valendo!
Sem rodeios: se não enfrenta os seus demônios, não fortalece o seu Céu, e vai continuar no inferno.
Assim mesmo, sem mais.

[C]

terça-feira, 13 de março de 2012

Pra você e pra mim...








Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.


Pode avisar qu'eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.


Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.


Pode falar qu'eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.


Pode falar, não importa
O que eu tenho de torta,
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.


Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.


Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.


[C]

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

'eu nasci assim..."

Ontem vi mais uma entrevista com o Laerte. Nos últimos meses com certeza quase todos nós vimos no mínimo uma entrevista com ele. Ele, já mais velho e um dos cartunistas mais respeitados do país se tornou crossdresser e se veste de mulher. Mais isso não tem nada a ver com a gente, só o fato de que ele tem sido muito questionado de o pq dessa mudança, e ele falou uma coisa que compartilho muito, mais ou menos assim, o pior do que as pessoas não quererem mudar é elas acharem que os outros também não podem mudar.

Entra aquele lance de Síndrome da Gabriela, sabe qual é? "eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim..." é muito mais fácil "aceitar" um defeito, um comportamento do que mudar. E a mudança dos outros incomoda né, pq é um tapa na cara da sociedade um homem começar a se vestir de mulher, do dia pra noite. Mas é claro que não foi do dia pra noite, dentro dele existiu um processo e é óbvio que uma mudança.

Pra mim as pessoas que rotulam muito e classificam tudo e todos, tem esse probleminha ai, não sabem lidar com suas próprias mudanças e não aceitam a evolução do outro.

Sabe, tenho um exemplo bem besta, mas há um tempo atrás eu usava o cabelo bem comprido e cortei. Um dia encontrei uma pessoa que falou: Nossa, como seu cabelo ta curto, achei que vc não gostasse de cabelos curtos, sempre usou comprido. Oi? Primeiro, o cabelo é meu, segundo, talvez eu não gostasse mesmo de cabelos curtos, não nos outros, que sempre achei lindo, mas talvez gostasse dos meus compridos. Mas dai um dia cortei. E achei bonito curto. Mudei o cabelo. E tive que dar satisfação sobre isso. Como se eu tivesse obrigação de ser a "Thais do cabelo comprido" pro resto da vida, como se eu não pudesse mudar nunca, só pq talvez um dia eu tenha dito que gostava de meus cabelos compridos.

Quando vc fala alguma coisa, que define seu comportamento, seus gostos, parece que vc tem que manter aquilo pro resto da vida. E eu sou exatamente contraditória a isso. Quero mudar sempre, descobrir nossos gostos, novos jeitos, novas visões, novas pessoas. Acredito que pra evoluir temos que passar por mudanças, aprender. E se um dia eu falei que odeio fulano e na semana seguinte sentei no bar com ele e achei ele super divertido, que que tem? tenho obrigação de odiar ele pra sempre pq um dia não fui com a cara dele? Ah gente, que besteira.

Acho de uma coragem do caralho o Laerte se vestir de mulher, se comportar como uma e usar o feminino pra falar dele próprio: to cansada. Muita coragem de aceitar a mudança dentro dele. Claro que isso gera curiosidade, mas desrespeito pra mim, é coisa de gente invejosa que não aceita as próprias mudanças.

Cuidado, pq se um dia vc escolher a camiseta azul, talvez nunca mais possa gostar da vermelha.


[t]

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Para aprender, entender e refletir sobre o Bom Senso

Bom senso é um conceito usado na argumentação que é estritamente ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade, e que define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes a determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas. Pode, assim, ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana.

O bom senso é por vezes confundido com a ideia de senso comum, sendo no entanto muitas vezes o seu oposto. Ao passo que o senso comum pode refletir muitas vezes uma opinião por vezes errônea e preconceituosa sobre determinado objeto, o bom senso é ligado à ideia de sensatez, sendo uma capacidade intuitiva de distinguir a melhor conduta em situações específicas que, muitas vezes, são difíceis de serem analisadas mais longamente. Para Aristóteles, o bom senso é "elemento central da conduta ética uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta, o que é em termos mais simples, nada mais que bom senso."

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Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

AH, O FIM DE SEMANA!


É sérião que ele tá chegando, façam suas escolhas:


A - Cair na brincadeira
B - Balançar fazer zueira
C - Balançar fazer zueira com maior prazer
D - Ir para o futuro
E - Ir para o futuro com o Coração (só Chris e Sheila)
F - Sair da solidão

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Recomendación: Asa - Beautiful Imperfection

Inauguro 2012 então...
E quero recomendar uma cantora que se tornou paixão da semana também.
Bukola Elemide na certidão, "Asa" nome artístico, que significa Falcão no dialeto Yorubá.


Asa - que se pronuncia "Asha" -  nasceu em Paris, filha de Nigerianos aos 2 anos foi morar em Lagos, com seus pais e 20 anos depois voltou pra Paris. Com uma história triste, daquelas que dariam um filme, (como qualquer história de imigrantes) a música entra e transforma a vida da jovem  Bukola Elemide.


Beautiful Imperfection é o nome do seu segundo álbum lançado recentemente e ela compôs todas as músicas, o álbum é cheio de musicalidade, qualidade, batidas e vozes impecáveis além das letras que passam de rimas e trazem mensagens de verdade.
 Hoje, talvez pelo tempo cinza, grudei na música "Maybe", quem puder e quiser, ouça comigo!

Talvez, talvez o sol nascerá, talvez, talvez
Talvez, talvez as estrelas vão brilhar, talvez, talvez....

Este mundo está cheio de dor
Usuários e seus jeitos inúteis
Há pessoas morrendo em todos os lugares
Não pode alguém dizer-me  de quem é a culpa?
Nunca costumava ser
Esta muita atenção à segurança
Até o terror e catastrofe
e agora não há armas e máquinas de guerra

Talvez, talvez o sol nascerá, talvez
Talvez, talvez as estrelas vão brilhar, talvez

Ninguém está escutando
Isso é verdade ou é só comigo
Acho que deve começar a partir de agora
Para fazer essa alteração eu sempre falei disso
Eu estou esperando por um dia para ter sucesso
Para quebrar todas as fronteiras e ser livre
Daqueles que tiram de mim e me enganam
Dos gananciosos e dos que são vazios, oh oh oh...
Talvez, talvez o sol nascerá, talvez, talvez
Talvez, talvez as estrelas vão brilhar, talvez, talvez...

Meus pés,  minha força
Eu vou ser eu mesmo
E ninguém pode, ninguém pode me parar
Vou finalmente ser, quem serei



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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Parabéns Av. Paulista!

Com 16 anos passei de madrugada na Av. Paulista, eu de carro e ela sozinha, vazia  - por incrível que pareça.
Achei linda, especial, iluminada, forte, jovem. 

Grandes prédios, grandes empresas, museus, espaços culturais, bancos, rádios e televisão.

Um conjunto de significados que me atrairam e muito por aquela jovem senhora.

Quase que de forma involuntária fiz um trato comigo mesmo, não apenas naquela noite, mas naquele momento em que mal conseguia piscar: vou estudar e trabalhar aqui.

O resto da história muitos de vocês já sabem.

:)

Parabéns Avenida Paulista!

foto: do meu celular - verão de 2009/2010.


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